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A grande mais-valia da CCPAS está na sua visão integrada da América Latina, que permite aconselhar associados e empresas em geral em função das respectivas áreas de negócios e objectivos de mercado.

Actuamos nos seguintes países:

Argentina

Argentina

A negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o pagamento do empréstimo solicitado durante o governo de Mauricio Macri é a questão que marcará os próximos meses das agendas política e económica argentina. O país foi duramente atingido pela pandemia da covid-19, tendo o governo de Alberto Fernández respondido à ameaça com um dos confinamentos mais longos e rigorosos do mundo. O presidente empenhou-se na obtenção de vacinas, mas, durante os primeiros meses, só teve acesso à opção russa. No segundo semestre, já com vacinas ocidentais em território nacional, a Argentina acelerou e é um dos países mais imunizados da região. As eleições legislativas, celebradas em Novembro de 2021, resultaram numa derrota pesada para a aliança governamental. A Frente de Todos agrega as diferentes facções do peronismo, mas é dominada pelos grupos ligados à vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner. Em termos práticos, os maus resultados obtidos nas eleições primárias (Setembro) penalizaram sobretudo o grupo afecto a Alberto Fernández, de tendência social-democrata, e permitiram ao kirchnerismo consolidar a sua posição no governo. No final do ano, confirmou-se o inesperado: a economia do país poderá ter crescido perto de 10% em 2021, o que a colocaria entre as que registaram uma recuperação mais rápida depois dos momentos mais difíceis da pandemia. Os números ainda não são definitivos.

Variação do PIB 2020

-9,9%

Variação do PIB 2021

10% (projecção)

Variação do PIB 2022

2,7% (projecção)

Inflação 2021

51,2%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Ca

Acordo de livre comércio com a UE

Não

A estar atento:

  • Negociação da dívida com o Fundo Monetário Internacional
  • Efeito que o crescimento robusto poderá ter na redinamização de uma das economias mais instáveis da região
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Bolívia

A Bolívia continua a ser um dos países mais pobres da América Latina, não obstante os bons resultados económicos registados nos últimos 15 anos. Depois de um período de grande instabilidade política, fruto da tentativa de perpetuação no poder de Evo Morales e de um golpe de Estado apoiado por militares (2019), em 2020, celebraram-se eleições presidenciais. Luis Arce, o candidato apoiado por Morales, venceu de forma expressiva, garantindo também o controlo das duas câmaras parlamentares.

A economia boliviana continua muito dependente do preço das matérias-primas, em especial do gás natural. O actual governo tem propensão para intervir na economia, embora sem projectos vincadamente estatizantes. A necessidade de reduzir a dependência em relação ao gás e aos minerais estará na ordem do dia nos próximos anos.

Variação do PIB 2020

-8,8%

Variação do PIB 2021

5% (projecção)

Variação do PIB 2022

4% (projecção)

Inflação 2021

2,5%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

B2

Acordo de livre comércio com a UE

Não

A estar atento:

  • Consultoria para obras públicas e sector dos transportes
  • Fornecimento de bens e serviços à indústria extractiva
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Chile

Os protestos multitudinários de 2019 e a pandemia puseram fim a três décadas de grande estabilidade de uma economia estruturada nos anos 70. A democratização do país não tocou nos alicerces do modelo liberal desenvolvido pelo regime de Augusto Pinochet. No entanto, a deficiente distribuição do crescimento económico potenciada pela ausência de um Estado social acentuou as desigualdades entre a população.

As manifestações de Novembro de 2019 centraram-se na exigência de uma maior oferta pública de Educação e Saúde e forçaram o presidente Sebastián Piñera a convocar um referendo de abertura do processo de elaboração de uma nova constituição e, consequentemente, eleições para uma assembleia constituinte. O sufrágio produziu uma câmara muito plural dominada por movimentos independentes com programas muito dispares. A tendência geral aponta no sentido de um reforço do papel do Estado na economia, mas o processo só termina com um novo referendo de ratificação, a celebrar este ano, da proposta aprovada na assembleia.

No fim do ano, tiveram ainda lugar eleições legislativas e presidenciais. Este ciclo eleitoral parece ter posto fim ao sistema de partidos produzido pela transição democrática. No actual quadro, a esquerda radical e a extrema-direita ganham grande protagonismo, como o comprova a segunda-volta que deu a vitória presidencial a Gabriel Boric sobre José Antonio Kast.

O programa do futuro presidente Boric prevê uma maior intervenção do Estado na economia, mas está dependente de um parlamento em que direita e esquerda estão empatadas. O êxito das suas propostas também depende da aprovação da nova constituição. Os primeiros sinais dados acalmam os mercados, com a indicação de que será nomeado ministro das Finanças Mario Marcel, um social-democrata que até agora foi presidente do Banco Central.

Variação do PIB 2020

-5,8%

Variação do PIB 2021

11% (projecção)

Variação do PIB 2022

2,5% (projecção)

Inflação 2021

5,5%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

A1

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Capacidade do novo governo em implementar o seu programa económico
  • Forma como a nova constituição poderá alterar o modelo económico do país
Colombia-1

Colômbia

A Colômbia tem sido um caso de sucesso entre as economias latino-americanas. A estabilidade e o processo de pacificação do país são os grandes responsáveis por um longo período de crescimento económico. Porém, a pandemia atingiu os colombianos com particular violência e o processo de vacinação local foi mais lento do que em países menos desenvolvidos como o Equador ou o Peru.

Iván Duque, actual presidente, com baixas taxas de aprovação, não se será candidato na eleição deste ano (Maio e Junho). À esquerda, ao centro e à direita surgem vários nomes. Não é de excluir que, pela primeira vez em muito tempo, seja eleito um candidato de esquerda. Gustavo Petro, antigo presidente da Câmara de Bogotá, está em primeiro lugar nas sondagens, embora o leque de candidatos e os respectivos apoios ainda não esteja definido. O seu programa é social-democrata, o que exclui experiências radicais.

Variação do PIB 2020

-6,8

Variação do PIB 2021

7,6% (projecção)

Variação do PIB 2022

4,3% (projecção)

Inflação 2021

3,8%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Baa2

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Eleição presidencial e eleições legislativas
  • Sector tecnológico
Equador-768x494

Equador

A chegada ao poder de Guillermo Lasso, vencedor da eleição presidencial de Fevereiro/Abril de 2021, implicou uma mudança na política económica do governo equatoriano. Lasso assumiu a ruptura com a linha estatizante que marcou as administrações de Rafael Correa (2007-2017) e, em menor medida, de Lenín Moreno (2017-2021). O novo governo pretende conferir à iniciativa privada uma presença maior em alguns sectores da economia e assume querer fazer do Equador um país mais atractivo para o investimento estrangeiro. No entanto, ao não contar com uma maioria na Assembleia Nacional, o governo poderá enfrentar dificuldades para viabilizar as suas reformas.

Em 2020, o Equador foi dos países mais afectados pela pandemia. Depois de algumas dificuldades no arranque da vacinação, o novo governo procurou acelerar o processo e o país passou a ocupar um dos lugares cimeiros no contexto regional, a par do Chile e do Uruguai.

Variação do PIB 2020

-7,8%

Variação do PIB 2021

2,8% (projecção)

Variação do PIB 2022

3,5% (projecção)

Inflação 2021

1,8%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Caa3

Acordo de livre Comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Programa de privatizações
  • Reformas legislativas nos sectores energético, extractivo
  • Concessões em infraestruturas
  • Reforma da lei laboral
Mexico

México

A chegada ao poder de Andrés Manuel López Obrador, em Dezembro de 2018, representou uma ruptura com o modelo de alternância centrista entre o Partido Revolucionário Institucional e o Partido Acção Nacional. Apesar do receio dos analistas em relação ao programa de Obrador e à ausência de histórico do partido político que fundou (MORENA), a economia mexicana não registou convulsões. Os vínculos entre os sectores privado mexicano e norte-americano poderão ter facilidade esta estabilidade.

A pandemia, porém, atingiu o país de forma violenta, prevendo-se que o produto regresse, em 2022, aos valores prévios à chegada da covid-19. O governo mexicano não adoptou qualquer programa de estímulos fiscais, mas beneficiou indirectamente com os planos norte-americanos via remessas de emigrantes. O sector secundário, centrado na exportação para os Estados Unidos, foi afectados pelos problemas logísticos, o que dificultou a recuperação.

Variação do PIB 2020

-8,3%

Variação do PIB 2021

6,2% (projecção)

Variação do PIB 2022

4% (projecção)

Inflação 2021

5,9%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Baa1

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Sector energético
  • Sector tecnológico (modernização administrativa)
  • Abastecimento de indústrias locais (tecidos técnicos, por exemplo)
panama

Panamá

O Panamá tem uma posição estratégica para o comércio internacional. Pelo canal do Panamá, passa 5% de todo o comércio mundial de mercadorias. A economia panamenha encabeça as perspectivas de crescimento na América Latina, em boa medida por ter sido dos países que mais caiu com a pandemia.

A nível governamental, tem-se registado um consenso entre as várias alternativas de governo acerca do modelo económico, o que confere estabilidade e abertura ao país.

Variação do PIB 2020

-17,9%

Variação do PIB 2021

12% (projecção)

Variação do PIB 2022

5% (projecção)

Inflação 2021

2%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Baa2

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Consolidação da posição do país como hub regional para acesso de mercadorias às Caraíbas e Américas Central e do Norte
  • Projectos no sector imobiliário
paraguai

Paraguai

Na sequência de anos de grande instabilidade política, em 2021, os peruanos elegeram o presidente de República. Passaram à segunda-volta dois líderes marcadamente populistas: a candidata de direita Keiko Fujimori, filha e herdeira política do ditador Alberto Fujimori; e Pedro Castillo, um líder sindical do interior do país, apoiado por movimentos e políticos vinculados à esquerda radical. Depois de uma recontagem lenta, fruto do resultado muito ajustado, Castillo foi declarado vencedor, num quadro de enorme polarização entre a população urbana e a população rural. As elites e os meios de comunicação social estiveram assumidamente com Fujimori.

Apesar da fraca qualidade da elite política e dos escândalos de corrupção que têm marcado as últimas três décadas, o Peru tem registado excelentes resultados em termos de crescimento económico. A expansão do produto interno bruto permitiu criar uma classe média urbana com alguma robustez, não obstante persistirem grandes desigualdades sociais e bolsas de pobreza na área urbana de Lima. As assimetrias entre os mundos urbano e rural também são colossais e têm repercussões políticas. Não existe um Estado social estruturado que atenue estas desigualdades, o que poderá explicar em parte a eleição de Castillo.

Apesar dos receios de uma ruptura parcial com o modelo que tem produzido estes resultados, a ausência de uma maioria estável no parlamento deverá dificultar a aprovação de reformas legislativas.

Por outro lado, a pandemia atingiu o Peru de forma muito violenta, obrigando o país a um confinamento rigoroso e prolongado. O ano terminou com a vacinação a bom ritmo e com uma quebra do número de mortes face aos contágios, em linha com a dos países com altas taxas de imunidade.

Variação do PIB 2020

-0,6%

Variação do PIB 2021

4,5% (projecção)

Variação do PIB 2022

3,8% (projecção)

Inflação 2021

4%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Ba1

Acordo de livre comércio com a UE

Não

A estar atento:

  • País como porta de entrada no Mercosul
  • Construção civil e obras públicas
  • Fornecimento de tecnologia ao sector agropecuário
peru-1

Peru

O Panamá tem uma posição estratégica para o comércio internacional. Pelo canal do Panamá, passa 5% de todo o comércio mundial de mercadorias. A economia panamenha encabeça as perspectivas de crescimento na América Latina, em boa medida por ter sido dos países que mais caiu com a pandemia.

A nível governamental, tem-se registado um consenso entre as várias alternativas de governo acerca do modelo económico, o que confere estabilidade e abertura ao país.

Variação do PIB 2020

-11%

Variação do PIB 2021

10% (projecção)

Variação do PIB 2022

4,6% (projecção)

Inflação 2021

3,2%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Baa1

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Estabilização do novo governo
  • Eventuais reformas legislativas que produzam alterações no grau de abertura da economia à iniciativa privada e ao investimento estrangeiro
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República Dominicana

A eleição de Luis Abinader, em 2020, representou uma mudança política relevante na República Dominicana. Abinader é um empresário com um posicionamento centrista e com um programa de intervenção do Estado mais robusto do que o dos seus predecessores.

A economia dominicana é muito dependente do turismo, pelo que a pandemia da covid-19 afectou muito uma das principais fontes de entrada de divisas. Porém, a chegada progressiva de vacinas permitiu o aumento da imunidade da população sobretudo nas áreas urbanas.

As infraestruturas do país têm vindo a beneficiar de grandes melhorias, bem como as redes de comunicações. Os indicadores económicos são muito positivos e perspectivam uma das mais elevadas taxas de crescimento da América Latina no período pós-pandémico.

Variação do PIB 2020

-6,7%

Variação do PIB 2021

9,5% (projecção)

Variação do PIB 2022

5,5% (projecção)

Inflação 2021

6,5%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Ba3

Acordo de livre comércio com a UE

Sim

A estar atento:

  • Recuperação do turismo
  • Oportunidades no sector da construção
uruguai-1

Uruguai

O Uruguai é o país política e economicamente mais estável da América Latina. Conta com um dos raros Estados sociais da região, em boa medida graças a uma tradição sólida em matéria de educação pública e a um sistema de saúde assegurado por mutualistas e (em menor medida) pelo sector público. A sua inserção no Mercosul conjugada com uma mão-de-obra cara debilitou o sector secundário nos últimos vinte anos. O Uruguai é, hoje, um país de produção e exportação agropecuária e de serviços. A qualificação dos recursos humanos e uma política de zonas francas agressiva permitem atrair investimentos.

O actual governo de coligação entre partidos de direita e de centro-direita está no poder desde 2020 e preconiza uma maior liberalização da economia e abertura ao exterior. Em Julho de 2021, o país anunciou que reassumia a sua soberania em matéria de comércio exterior em detrimento de negociações conjuntas via Mercosul, o que abre portas à celebração de tratados de livre-comércio com outros Estados e organizações. Os primeiros acordos poderão ser assinados com a China e com a Turquia.

No que respeita ao combate à pandemia, o Uruguai apresenta as taxas de vacinação mais elevadas na região. Depois de um arranque dependente do fornecimento por empresas chinesas, o país passou a abastecer-se nos Estados Unidos.

Variação do PIB 2020

-5,9%

Variação do PIB 2021

3,1% (projecção)

Variação do PIB 2022

3,3% (projecção)

Inflação 2021

7,2%

Classificação da dívida pública (Moody’s)

Baa2

Acordo de livre comércio com a UE

Não

A estar atento:

  • Ritmo de recuperação económica
  • Tentativa de ganhar mais autonomia comercial em relação ao Mercosul

MORADA:
Rua Castilho, 185 - 2º Andar
1070-051 Lisboa
Portugal

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